Ansiedade: nem sempre vilã
- Tati Burile
- 22 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de set. de 2024
Embora a ansiedade possa ser desconfortável, ela não é necessariamente algo negativo. Na verdade, a ansiedade é uma emoção fundamental para o ser humano, pois nos impulsiona a agir, a reagir como forma de proteção a situações arriscadas, e nos fornece a energia necessária para iniciar tarefas importantes. A ansiedade está intimamente ligada à ação. Quando essa conexão é mantida em níveis adequados, a ansiedade pode servir como um impulso motivacional, estimulando o indivíduo a enfrentar desafios e buscar soluções.
No entanto, quando a ansiedade se torna excessiva ou crônica, ela pode inibir a capacidade de agir, levando a um estado de paralisia e estagnação emocional. Nesse estado, a pessoa pode se sentir presa em um labirinto de preocupações, incapaz de encontrar uma saída. Nesses casos, a ansiedade excessiva pode evoluir para uma depressão, se não for devidamente abordada.
A ansiedade elevada pode ser uma mensagem existencial, indicando que algo precisa ser transformado na vida da pessoa. Isso pode estar relacionado a fantasias, crenças limitantes, baixa autoestima ou outras questões internas que precisam ser investigadas e ressignificadas.
Nesse sentido, ao invés de simplesmente tentar suprimir ou eliminar a ansiedade, é fundamental olharmos para ela como uma mensagem, um sinal de que algo precisa ser transformado em nossas vidas. Através do autoconhecimento, da consciência plena sobre nossos pensamentos, crenças e inseguranças, podemos ressignificar nossa relação com a ansiedade. Ao invés de nos vermos como vítimas de uma "vilã", podemos abraçá-la como uma aliada em nossa jornada de autodescobrimento e transformação pessoal.
O apoio da psicoterapia é essencial nesse processo de autocompreensão e transformação. Esse é um processo complexo e desafiador mas, com o devido acompanhamento, é possível a aprendizagem de como lidar de forma saudável com a ansiedade, utilizando-a como uma força propulsora para o alcance de um propósito maior.
Assim, a ansiedade pode deixar de ser vista como uma simples adversidade, ou como uma "vilã" a ser vencida e passar a ser compreendida como uma oportunidade de autoconhecimento e crescimento, rumo a uma existência mais plena e significativa.
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