A solução instantânea que remedia, mas não cura.
- Tati Burile
- 16 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de set. de 2024
Uma preocupação crescente entre nós, profissionais da saúde, diz respeito à tendência alarmante de supervalorização dos medicamentos como soluções mágicas para sintomas e conflitos existenciais. Essa realidade nos leva a refletir sobre a necessidade de enfrentar questões que exigem um olhar mais profundo.
Vivemos em uma sociedade que clama por resultados rápidos e imediatos, caracterizada por uma busca incessante por eficiência e respostas instantâneas. Esse cenário cria um ambiente de pressão e faz com que as pessoas busquem aquilo que traria alívio imediato.
Infelizmente, esse comportamento pode resultar em uma dependência prejudicial, o que é, sem dúvida, uma satisfação para os fabricantes dos medicamentos, pois a clientela sendo dependente traz a certeza da lucratividade constante.
É indiscutível que, em situações mais graves, os medicamentos desempenham um papel crucial como auxiliares na busca pela estabilidade, permitindo que os indivíduos se aprofundem em terapias específicas para tratar as causas subjacentes de seus sintomas. No entanto, é fundamental que se tenha em mente que o uso de medicamentos deve ser visto como algo importante em algumas fases em casos específicos, mas de modo geral, na maioria dos casos, após uma avaliação mais criteriosa e cautelosa, pode ser algo a ser repensado e conduzido como paleativo temporário.
Como destacado por um psiquiatra renomado no final do século passado, ao falar sobre a eficácia dos medicamentos para ansiedade: “Eficazes?" "São, e muito. E esse é o problema pra nós, pois as pessoas não largam o medicamento, mesmo quando já não precisam dele.”
Por isso, se você enfrenta crises de ansiedade, depressão, ou sintomas recorrentes que têm raízes emocionais, não hesite em buscar ajuda terapêutica.
Mesmo quando indicada a necessidade de utilização de medicação pelo seu médico, nem sempre isto será necessário para o resto da vida. Esta avaliação pode ser feita em conjunto entre o psicoterapeuta e o seu médico.
A terapia é o processo que lhe dá suporte para identificar as questões centrais que desencadearam este quadro. Tratá-las é fundamental para sua libertação futura de medicações.
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